Matando as tarefas de 2011

Perguntaram o que houve com o MIl Linhas, meu blog velho. Eu disse que matei. Daí que no mesmo dia, umas pessoas vieram na falecida página dele no Facebook perguntar se eu tinha aviamentos para vender. Juravam que era uma página de algum armarinho. ¯\(°_o)/¯

Poi sim. Esse aqui ainda é o Mil Linhas, só que com meu nome na URL. Tem até uma ilustração ali em cima com um caderninho escrito Mil Linhas pra fazer a conexão com blog velho, em que eu escreva tudo no caderno, no Evernote, no Keep, no iA Writer, menos no blog velho.

Agora está definido que só vou comprar novamente meu domínio quando eu conseguir manter uma constância na escrita por aqui. Aliás, essa é uma das minhas metas de fim de ano. Veja bem, essa é uma meta de 2011 que estou tentando matar em 2015.

Coisas/pessoas/projetos velhos. Todo mundo tem que lidar.

Quem viu o MIl Linhas sabe quão lindo ele era (coisa de mãe orgulhosa). Eu passei cerca de uns 14 meses desenhando, programando, enchendo o saco do namorado da época. E o blog viveu uns 3 anos com um post publicado por mês, e olhe lá. E eu constantemente querendo refazer layout, vai ver era só uma desculpa interna pra mexer nos softwares Adobe.

Eu sempre digo: design é conteúdo. Mas definitivamente que tipo blog se acha interessante só pelo layout, minha gente? Chega. Definitivamente abandonei essa ideia de layout perfeito. Tou aqui afogando minha vergonha de não ter escrito mais em 2014 (mesmo que sejam esses textos que a gente faz só pra si, mas insistimos em compartilhar com o mundo). E claro, tentando também matar a tarefinha de 2011 pra me sentir realizada na virada pra 2016.

Inclusive não sei quais suas tarefas de 2015, mas se eu fosse você começava um blog agora também. Se quiser help com o layout, eu tenho várias diquinhas. rs Se quiser é só entrar lá no meu perfil do Bliive pra gente trocar uns timemoneys. 🙂

Funções na gestão de relacionamento nas mídias sociais

{começo do mimimi}

Cadê o povo de RP na área de mídias sociais, minha gente? Já fiz umas três seleções e acho que nem 10% dos participantes que eu avaliei eram RPs. Eu sei que faculdade de Relações Públicas tem em menor quantidade que faculdade de Publicidade, por exemplo. Mas poxa vida, RPs venham para as mídias sociais.

{fim do mimimi}

Precisamos de Relações Públicas nas mídias sociais das organizações. Digo isto porquê RP normalmente tem um filtro mais apurado para relacionamento do que para publicizar produtos e serviços. Mas obviamente pode ser qualquer profissional de comunicação que tenha esta habilidade de relacionamento.

As mídias sociais são utilizadas para muitos objetivos: ser visto, lembrado e aceito. Mas sem dúvida a base de tudo é o tom conversacional. Essa conversa pode acontecer momentaneamente por peças publicitárias contextualizadas com o universo dos públicos, como o caso de postagens alinhadas com fins de novela, episódios em megaeventos, acontecimentos em séries, filmes, casos de grande repercussão em cidades, países.

Mas a conversa também acontece (e muito) quando as pessoas usam produtos ou serviços e entram em contato para reclamar ou elogiar alguma coisa ou citam a marca nas suas redes sociais.

Parece simples, mas não é. O tom da conversa define a personalidade da marca.  E análise dessas conversas define o rumo da estratégia de comunicação.

Tudo bem, nem sempre se tem estratégia e muito menos bom senso.

Resposta do Restaurante Cheiro Verde para uma pessoa que comentou negativamente sobre o restaurante.

Resposta do Restaurante Cheiro Verde para uma pessoa que comentou negativamente sobre o restaurante.

De todo modo, algumas funções são essenciais quando relações públicas assumem gestão de comunicação das organizações nas mídias sociais:

funcoes-relacoces-publicas

4 funções de relações públicas na gestão da comunicação (planejamento de relações públicas na comunicação integrada, margarida kunsch)

Função Administrativa: Engloba toda a organização. Articula-se com outros setores para mais interação. Fica mais fácil atingir os objetivos de negócio da empresa em ambientes cooperados. Então 1) avaliamos os interesses do público (reclamações e elogios), 2) identificamos os regulamentos, postura e procedimentos da organização e 3) estabelecemos um programa de ação para satisfação de ambos os lados.

Função Estratégica:  Estabelecer confiança. É preciso também visar resultados e atingir objetivos da marca. Vale a pena buscar visão, missão, valores da marca, slogans… Isto ajuda muito na hora de saber o tom da conversa da marca nas mídias sociais. Com os objetivos claros, fica mais fácil por exemplo estabelecer vocabulário da marca.

Função Mediadora: Dialogar. Nas mídias sociais apenas informar, informar e informar não funciona. A reciprocidade é fundamental. Se você está conversando, você tem que ouvir e principalmente, responder. Nas mídias sociais a mídia pode ser bastante segmentada e assim tem-se um público mais qualificado. O próprio ambiente favorece o diálogo com suas caixinhas de comentários e espaços para replys. As críticas são ainda mais intensas e visíveis para a comunidade. Para mediar esses relacionamentos é preciso mergulhar nos objetivos da marca.

Função Política: Essência da marca. É preciso entender como funcionam as relações de poder na organização e mais ainda, a que se propõe a marca. Desalinhamento de Discurso Y e Prática Z não vai ser resolvido por uma gestão de mídias sociais divertida e bacaninha. Você pode até ter bons resultados, mas a essência da marca tá super furada. O poder micro (aquele que ocorre no interior das organizações) e o poder macro (aquele que vem da sociedade em geral) são duas instâncias que estão muitas vezes em conflito. O trabalho nas mídias sociais precisa gerenciar esse conflito de interesses públicos e organizacionais. Veja bem, não é resolver. É gerenciar, analisar e ponderar as melhores ações.

Essa sistematização pode ser encontrada originalmente no livro da Margarida Kunsch Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. Lá ela não faz diretamente a associação com as mídias sociais. Mas vale bastante a pena ler pra entender um pouco mais sobre planejamento. 🙂

Sai dessa dessa caixinha

Já vi muitas sobrancelhas levantarem no rosto das pessoas quando falo que sou relações públicas. É que várias pessoas que não estudaram comigo, acham que sou designer ou jornalista por formação. Pois é, sou relações públicas.

Sempre tive muito interesse por design, jornalismo visual, publicações (blogs, jornais e revistas). Daí que em 2008 saí da Assessoria de Comunicação da Receita Federal em São Luís e fui trabalhar na Karuana Consultoria de Ideias. Foi lá que todo meu conhecimento sobre design foi hiper ampliado. Trabalhei com planejamento de projetos e também com Naming, uma das etapas de um projeto de Branding. Meu olhar ficou ainda mais apurado por conta do trabalho em si, mas sobretudo dos inúmeros amigos que fiz e que se tornaram referências.

confusao

Veio a crise: acho que deveria ser designer. mas eu adoro RP. acho que deveria ser jornalista. mas eu adoro RP. acho que deveria ser publicitária para trabalhar com mídias sociais. mas eu adoro RP. Meldeos, quem eu sou?

Acho que todo mundo já passou por isso em algum momento da vida, né? Para as maiorias das pessoas pode parecer que isso é indefinição. Eu posso dizer que é ótimo isto de ser indefinida.

Fazer faculdade de relações públicas, design ou jornalismo te dá conhecimento sobre as áreas e você aprende uma lista de tarefas relacionadas às atividades a serem desenvolvidas na profissão. Mas assim… Faculdade não é curso técnico pra você sair de lá com uma lista de coisas que sabe fazer. É também um pouco disto, mas é mais: é desenvolver olhares.

Daí que em paralelo é importante desenvolver habilidades (editar vídeo, fotografar, fazer planilhas de planejamento, de análise) para sua vida. E naturalmente (às vezes forçado mesmo) essas habilidade adquiridas vão se juntando com as necessidades na vida profissional ao longo do tempo.

bobagem

Então não é uma indefinição de não saber o que quer. É só que a gente não liga pra clichês: quem sabe escrever é jornalista; quem faz evento é relações públicas (WTF?); quem sabe usar photoshop é publicitário ou designer.

Hoje me sinto segura para me assumir como relações públicas focada em conexões de marcas com públicos em ambientes digitais. O curso de relações públicas me ajudou a olhar de maneira crítica para o relacionamento de marcas e públicos. Então tudo que faço tem esse filtro. Normalmente quem forma em relações públicas o tem.

E nem é tão simples. Porquê a gente ainda pode especializar mais: analista de dados? redação? planejamento?

caixinha

Acho que entender quem somos é importante sim. Mas conceituar demais e demonstrar de menos mais complica do que facilita descobrir aquilo que podemos ser.

Porquê daí você vai se fechando numa caixinha de definições e perde oportunidades para descobrir o seu “eu” para além daquilo que te dizem para ser.

Pois essa é minha história e como penso ser relações públicas multifuncional. Pode ser que daqui a 2 anos eu pense diferente. Quem sabe?

Enfim, esse texto parece texto de auto-ajuda. E eu nem gosto de texto de auto-ajuda. E cá estou eu fazendo texto assim. A vida é isto, a gente se envergonhando o tempo todo. ¯\(ツ)

Zé Pedro das Mulheres de Péricles

Sabe o Zé Pedro, aquele DJ que ficava no Programa da Galisteu? Eu sempre achei aquele homem um verdadeiro tosco, na verdade ele tinha um papel medíocre no programa. Eis que meu amigo Emerson, que é uma verdadeira enciclopédia da música. me diz que ele é o idealizador do projeto Mulheres de Péricles. O_O

Pra mim ele já não é mais o Zé Pedro da Galisteu, agora é o Zé do projeto Mulheres de Péricles. Esse projeto é L-I-N-D-O, foi idealizado por ele como um tributo ao compositor Péricles Cavalcanti. Você pode até achar que não sabe quem é Péricles, mas com certeza sabe as letras  das músicas escritas por ele, que são super famosinhas por aí na voz de outros cantores.

༼ つ ◕_◕ ༽つ

Vem cá, Zé Pedro. Me abraça que esse projeto é bom demais. ❤

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Gente, além das músicas sensacionais, as mulheres que cantam são as mulheres das vozes mais lindas dos meus últimos anos, tipo a Céu, a Tulipa, a Anelis… A identidade visual do projeto também é fabulosa. Enfim, ouçam tudo, tá no SoundCloud!

Se você é como eu que se apaixona por discos, achei aqui pra comprar na Saraiva por R$ 29,36.

Trilogia do Gil

Minha playlist das últimas semanas tem sido ouvir Gilberto Gil. Três discos do Gilberto Gil são dedicados inteiramente a três artistas fabulosos. Em 2000 ele lançou o disco As Canções de Eu, Tu, Eles homenageando Luiz Gonzaga. Já em 2002 Gil homenageou Bob Marley com Kaya N`Gan Daya. Esse nome é massa demais, eu em 10 anos trabalhando com Naming talvez não conseguisse fazer algo tão legal. Em 2014 foi a vez do disco Gilbertos Samba homenageando o chato do João Gilberto.

discos-do-gil

Os três são lindos demais. Recomendo você ouvir. O útlimo, o Gilbertos Samba, além de suas faixas confortáveis de ouvir (curto bossa nova) tem também um dos meus lyrics videos preferidos. Assiste aí:

Adoro lyric videos. Normalmente chama mais minha atenção do que os clipes oficiais. Esse da música O Pato é particularmente especial por eu também ter acompanhado um pouco do processo de produção por meio deste texto da Volta no Medium. Aliás, segue a ficha técnica do vídeo para os mais fominhas por backstage.

Produção e Direção — Voulta
Roteiro — Voulta e Animatório
Captação de imagens, edição e animação — Animatório
Direção de fotografia — Animatório
Direção de arte e Tipografia— Voulta

 

Eu vou ficando por aqui cada vez mais fãzoca do Gilberto Gil. 🙂