Maravilhosidades de São Luís

Séculos sem escrever. Dezenas de pautas iniciadas. Eu precisava finalizar pelos menos esse texto aqui porque eu tou amando viver São Luís esses últimos meses.

Faladeli Bar e Café

Adoro lugares pequenos, aconchegantes. Um desses é o Café Faladeli. Na verdade é uma tabacaria, um café, um bar… Uma coisa assim meio “vem todo mundo pra cá”. E é maravilhoso. Fica perto da Fonte do Ribeirão, na Rua Ribeirão, 237. Lá sempre fica com a porta fechada e parece uma casa, então tem que tocar a campainha mesmo pra entrar. O preço da cerveja vai de R$ 4 até uns R$ 10 e toda quinta-feira tem o projeto #QuintaIsTheNewSexta, que é super bacana e eu já fui duas vezes pra distrair depois do trabalho. Esse projeto é do mesmo pessoal que faz a ShockMe. O que às vezes me dá um pouco de agonia: ver as mesmas pessoas, ouvir as mesmas músicas. Mas sabe de uma coisa? Eu admiro demais essa galera. Eles movimentam, fazem, agitam, criam coisas aqui em São Luís. A gente precisa de mais gente como eles, pra fazer projetos bacanas, dixcoladinhos, com vontade de fazer acontecer. Então recomendo o Faladeli, principalmente na quinta. 🙂

baddest

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, o pessoal da Baddest fez uma super festa no Centro de São Luís dias 20 e 21 de novembro. Eu fui nos dois dias. Não consegui ir ao desfile, mas fui à after party da sexta e adorei (como sempre) dançar muita black music, hip hop, trap. Já no sábado – eu ainda morta de ter dançado tanto na sexta – teve uma festa aberta, que eu prefiro mil vezes, no Beco dos Catraieiros com muita gente linda e estilosa. Eu não levei minha câmera, mas fotografei mentalmente todos os looks lindos e maravilhosos. Aliás, se tem uma coisa que esse povo sabe é montar look babadeiro. Além do editorial maravilhoso que fizeram para divulgação do evento, eles lançaram um álbum com referências de looks. Gente, sensacional. Guardando esse álbum no <3. Se tiverem afim de dançar muito, é só ir pra alguma festa do pessoal da Baddest. É 100% pélvis em fúria.

seco – blogueira fitness

Quando eu entrei na Maximize, em janeiro de 2013, assumi alguns clientes da Seane, que na época estava se deslocando pra São Paulo. Eu conhecia Seane assim, pelos textos que ela escrevia para as marcas que agora eram minhas. E também pelo nome do computador que assumira com a partida dela. Até o dia que formataram o notebook e eu dei tchauzinho pra SEANE-PC. Eis que hoje, a poucos meses (ufa!) de eu me deslocar pra São Paulo, Seane volta (por pouco tempo, tudo indica) à Maximize. Aí que eu conheço a maravilhosidade dessa moilher. Super dinâmica, inteligente, mente aberta, fitness e jornalista. Por aqui, tou me inspirando demais pra seguir uma vida mais saudável. E por aí, super recomendo a leitura da newsletter dela, que sai a cada 15 dias. Basta assinar e se não gostar é só (des)assinar.

pedro bezerra

Além de seguir marcas de todos os tipos no Instagram, eu gosto de seguir gente talentosa. Uma delas é o Pedro. Um estudande de Design (tinha que ser, né? maravilhosidades, gente.) da UFMA que é fotográfo e registra assim uns momentos lindos, sei lá… Só vendo. Segue aí. Eu já tentei trazer ele pra minha equipe na agência, mas ainda não deu certo. Um dia a gente dá esse match laboral.

São Luís, minha gente. São Luís… ❤

Entendendo o famoso ISO

O obturador é relacionado ao tempo de exposição;

diafragma à intensidade desta exposição;

Já o ISO por sua vez é relacionado à sensibilidade do sensor.

Antigamente, conhecido como ASA, encontrávamos a indicação do ISO nas caixinhas. Até hoje eu uso câmera analógica e quando compro o filme, escolho a sensibilidade. Se o filme é mais sensível, quase sempre é mais caro.

A maioria das câmeras digitais tem o índice de exposição em múltiplos valores ISO. Por exemplo, ISO 50, 100, 200, 400 e por aí vai.

Quanto menor o ISO, menor é a sensibilidade do sensor e também menor o ruído. Mas aí é preciso bastante luz para a foto ficar clara. Isto pode ser obtido por uma iluminação natural ou iluminação controlada.

ISO

Com o ISO mais alto, mais sensibilidade à luz e mais ruídos. Situações noturnas, por exemplo, costumam pedir um ISO alto.

Até então meu entendimento admitia que ISO alto era sinônimo de foto com ruído e, por isso, ruim. Mas eu andei lendo o blog da Claudia Regina e cortei pela raiz todo esse meu preconceito com o ISO alto.

Acontece que ruído só é ruim de verdade em ambiente mal iluminado. Se você está num ambiente com boa iluminação à noite, pode subir o ISO sem medo. Já se o ambiente estiver com pouca iluminação, a dica é: miga, melhore sua iluminação!

É melhor você ter um momento lindo registrado numa foto com ruído do que perder o momento porque não queria subir o ISO, né?

Mas se ainda assim você quiser usar o ISO baixo em um ambiente com pouca luz só para obter uma foto com menor ruído, o ideal é deixar o obturador mais tempo aberto. Mas saiba que as chances das suas fotos saírem tremidas é bem alta.

câmera-parada-e-objeto-em-movimento

Solução: usar um tripé para não mexer a câmera. Mas se o objeto estiver em movimento não vai adiantar nada. Por isso sobe esse ISO para não ter que usar uma velocidade baixa do obturador e melhora a iluminação desse ambiente.

TESTANDO

Aqui à noite eu deixei dois momentos do dia com luz natural (fim da tarde) e luz artificial (à noite na minha sala). Lembrando que deixei a velocidade do obturador e a abertura fixos!

Percebam a mudança do ISO e o resultado da foto:

Fim-de-tarde-ISO

Já à noite:

noite

Percebam que o ISO altíssimo quando em condições de boa iluminação, não aparece com muitos ruídos.

Resumo 1: vamos abusar do ISO.

Resumo 2: a imagem abaixo compila as três funções mais importantes da câmera pra se começar a fotografar com uma DSLR.

RESUMO

Espero que tenham gostado e entendido também. Qualquer dúvida ou sugestão ou reclamação, podem comentar aqui embaixo.

Seguem os três posts feitos sobre iniciando no mundo da fotografia. 🙂

POST 1:  O QUE É UMA CÂMERA DSLR?

POST 2: Entendendo Obturador e Diafragma!

POST 3: Entendendo o famoso ISO!

Obturador e Diafragma

Fotografia vem do grego e significa escrever com a luz.

Não à toa, conhecer os modos de controle de entrada da luz na câmera é a parte mais importante para a fotografia. Obturador, abertura do diafragma e ISO são alguns dos componentes mais conhecidos e que andei aprendendo estas semanas. Neste post vou falar do obturador e diafragma e no próximo post falo do ISO e alguns exemplos de combinação destes três fatores juntos.

Como disse no post anterior, não gosto de ler manuais de equipamentos, mas depois de passar vergonha por não saber das várias utilidades da minha câmera DSLR, decidi ler. Bom, a primeira coisa que fiz foi entender o visor e seus ícones, bem como os botões para ajustes rápidos de velocidade do obturador, ISO e outros. O manual certamente foi meu melhor amigo. Larga de preguiça e vá ler seu manual!

obturador

Bom, quem leu o post anterior sabe o que é o sensor da câmera e qual a importância dele para o tamanho da captação da imagem e qualidade da fotografia. Pois bem, o obturador protege este sensor. É como se fosse um tipo de cortina, que abre e fecha para a entrada da luz. Dependendo do modelo da câmera, o obturador se encontra em uma posição diferente e também pode variar de formato. As câmeras mais novas tem um formato de persiana e, então, abre-se verticalmente. Mas nas mais antigas o obturador era circular, parecido com o diafragma.

O tempo que o obturador abre e fecha é o tempo que o sensor – antigamente, filme – fica exposto à luz. Na minha câmera o tempo de exposição vai de 30” (trinta segundos) a 1/4000 (quatro mil fração de segundo).

Velocidade-do-Obturador

Quando menor o tempo – maior for a fração de segundo – mais rápido o obturador vai abrir e fechar e por isso menos luz vai entrar. Já quando maior for o tempo, mais o sensor ficará exposto e por isso a necessidade de um tripé ou qualquer apoio fixo para a câmera. É que neste caso, como o sensor demora mais tempo recebendo a luz para formação da imagem, há mais chances da foto sair tremida no caso da câmera e/ou objeto não estar parado.

TESTANDO

Teste-Velocidade-do-Obturador

Mas não é só o obturador responsável pelo controle de entrada da luz. Existe uma relação direta com o diafragma.

diaafragma

O diafragma é um dispositivo localizado na lente (objetiva fotográfica) que controla a quantidade de luz a ser recebida. Comparando com nossa visão, o diafragma é como se fosse nossa pupila que contrai quando tem muita luz e dilata quando tem pouca.

Nas câmeras, o diafragma é conhecido pela letra f e possui uma escala que começa em 1 e segue passando por 1.4 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32…

O diafragma é medido da seguinte forma:

diafragma

A partir da imagem acima, vê-se que a distância focal também é envolvida nesse valor de abertura do diafragma. Isso explica aquela velha dúvida do “Como assim 1.4 é maior que uma abertura 2.8?”.

Como vimos, o f não corresponde diretamente ao diâmetro e sim à divisão mostrada. Então, dada a situação de uma mesma distância focal, quanto menor for o diâmetro de abertura do diafragma maior vai ser o número f e vice-versa.

TESTANDO

Teste-Abertura-Diafragma

Falamos de distância focal, certo? Antes de aprofundar nisto, acho bem legal entender:

PROFUNDIDADE-DE-CAMPO

De modo geral, é o seguinte: quanto maior é profundidade de campo, mais diferentes planos ficam nítidos e menor é o foco. Quanto menor é a profundidade de campo menos planos ficam nítidos e maior é o foco.

distância-focal

O diafragma gera diferentes profundidades de campo. Funciona assim: Quanto maior for a abertura do diafragma, mais intensidade de luz e menor vai ser a profundidade de campo e vice-versa. No Wikipédia tem uma ilustração que explica muito bem o porquê disso acontecer.

Não esqueçam que quanto maior o número f menor é a abertura e vice-versa.

CASO 1: Se queremos algo mais focado (com pouca profundidade) aumentamos a abertura. Quanto mais aberto o diafragma estiver, menor vai ser a profundidade e aí mais foco se tem de algum objeto.

CASO 2: Se a ideia é fotografar algo estático e ao mesmo tempo ter uma grande profundidade de campo, como uma paisagem, a abertura pode diminuir e a velocidade do obturador pode ser um pouco mais lenta.

Porém, independentemente da abertura escolhida, a proximidade que se está do objeto a ser fotografado é determinante para se ter uma grande ou baixa profundidade de campo na fotografia. Quanto mais próximo se está do assunto a se fotografar, menor será a profundidade de campo que se obterá.

macete-foco

Entender isso pode ser um pouco complicado para nós que estamos no início. Acho que praticando isso vai ficando automático. Entendendo como funcionam estes dois elementos importantes na câmera, o que resta é fazer a relação dos dois.

Se ainda não conferiu a parte I do post e quer conferir o que é um DSLR é só clicar aqui.

No próximo post vou falar sobre o ISO e alguns testes de fotografia combinando os três elementos obturador + diafragma + ISO.

Afinal, o que é uma câmera DSLR?

Canon EOS Rebel T3. Esse é o modelo da minha primeira câmera digital profissional.

Sempre gostei de fotografias, mas nunca pensei em ser fotógrafa. Depois de algumas frustrações com minhas câmeras compactas, que já não funcionam mais, minha única câmera era uma Insxtax da Fujifilm, que me fazia gastar muito dinheiro com filmes.

instax-canont3-film-camera

O dinheiro que eu gastava comprando esses filmes já dava para comprar duas câmeras de novo. Então resolvi consagrar a Instax para momentos mais sentimentais e menos cinematográficos. Pesquisei muito sobre marcas, modelos e preços, testei os modelos das câmeras profissionais de amigos e reunindo argumentos e dilmas finalmente comprei a Canon T3. E estou felicíssima.

Ansiosa do jeito que sou, não gosto de ler manuais. Peguei a câmera e fui fotografar. Em 9 dias, tirei mais de mil fotos. Exatamente: mil fotos. Umas 10 bacanas e outras muito aleatórias. Explorei a câmera o suficiente para saber que não sabia usá-la da maneira correta. Comecei a estudar um pouco mais sobre seu funcionamento e decidi fazer textos sobre o que aprendi.

SLR e DSLR

Pois bem, todo mundo já ouviu ou leu em algum lugar essas siglas ao buscar algo sobre essas “câmeras grandes que tiram fotos bacanas”. SLR, em inglês, significa single-lens reflex e DSLR é digital single-lens reflex. Isso quer dizer que essas câmeras possuem um mecanismo de espelhos em que a informação recebida pelas lentes e transmitida ao visor*. Antes, ao tiramos fotos, a imagem ficava registrada nos filmes. Agora existe o sistema mecânico de espelhos, que é associado ao registro digital. Este sistema de espelhos é que faz a câmera ser mais volumosa do que as câmeras digitais compactas.

DSLR-SLR

Na ilustração abaixo dá para entender o tal mecanismo dos espelhos. A seta indica a direção de entrada da luz na câmera para formação da imagem e que aparece no visor analógico.

como-funciona-DSLR-SLR

A luz passa pela lente, é refletida pelo espelho, depois segue para o pentaprisma e em seguida a imagem é percebida no visor óptico. Essa imagem é a foto. Pode parecer óbvio, né? Explico.

É que antigamente, as câmeras pré-SLR, chamadas de Point and Shoot, não tinham esse sistema de espelhos. Daí que a imagem vista no visor nem sempre era correspondente ao que saía na foto. Por isso o reflex da sigla, exatamente por conta do reflexo da imagem.

O sensor (3) é o principal responsável por fazer esta imagem ser formada. Se em nossos olhos, a retina é quem traduz a luz em imagem, na câmera esse é o papel do sensor. Por isso que ele é super sensível e bastante protegido pelo obturador (que falo em outro post). De modo geral, esse é ofuncionamento do sistema SLR.

DSLR x Câmeras Compactas

Já nas câmeras compactas a imagem vai direto pro sensor, não tem esse sistema de espelhos e pentaprisma. Por isso o tamanho menor. Também é por causa do tamanho da câmera compacta que o sensor é menor e já nas câmeras DSLR, maior. Daí a gente passa a entender aquela famosa frase: “Nossa! Nessas câmeras grandonas, a imagem sai tão bonita!”.

Sensor

Acontece que como é o sensor que “traduz” a luz em imagem, de modo geral, quanto maior o sensor mais pontos de luz real ele capta e, por isso, a imagem sai mais “bonita”. Olha só essa imagem abaixo com tamanho de sensores das câmeras. As câmeras compactas são os quatro espaços menores. Dá pra ver que varia também o formato.

sensor-t3-camera-dslr-slr

Lembram das câmeras analógicas que não podíamos abrir o compartimento do filme, senão queimava tudo? Pois é, nas câmeras DSLR o sensor é correspondente ao filme e por isso ele fica na parte do corpo da câmera, bem protegido, longe de luz.

É claro que não apenas o sensor é responsável pela qualidade da imagem. Entender as possibilidades de uma DSLR e saber manusear as funções, combinando-as, é que fazem uma boa foto. E cabe ao fotógrafo a sensibilidade de captar as melhores cenas nos melhores ângulos.

Eu ainda estou na primeira fase, a de entender minha câmera.

Se você tá lendo esse post até aqui, é porque tá com vontade de aprender mesmo. Não adianta ter preguiça de estudar. Pra quê investir numa câmera dessas se você…

vai tirar fotos sempre no modo automático? Se for pra tirar foto em modo automático, melhor comprar uma compacta que vai te facilitar muito mais a vida e ainda te dar resultados de fotografia compatíveis com sua vontade de tirar foto. Se for comprar uma DSLR, explore bastante sua câmera, tire bastante foto e teste bastante ângulo, enquadramento, luz, foco…

quer comodidade em transportar? Como disse, as DSLR são câmeras mais robustas devido ao sistema interno. Essa é uma desvantagem. E, portanto, não dá pra sair com uma câmera dessas pra qualquer lugar, pois exige um transporte mais cuidadoso e com espaço! Não compre uma DSLR se você quer facilidade no transporte ou se tem preguiça de cuidar dos equipamentos.

…quer só ostentar? Se a ideia principal não é exclusivamente tirar boas fotografias, mas apenas registrar os momentos, eu aconselho a comprar uma Instax da Fujifilm ou uma Lomo. Estas são mais baratas, tiram fotos bacanérrimas e têm um corpo bem estiloso e moderninho. Você vai arrasar! As DSLR são caras e quando você compra sua primeira câmera, já começa a entender a troca de lentes, as funções… Daí você aos poucos (ou rapidamente) mais pobre fica. É sério!

Então, se você quer fotografar com qualidade, compre uma DSLR, sim! *__* Mas por favor, não se ache O fotógrafo porque tem uma câmera dessas e evite criar aquelas páginas toscas de Fulano – Fotografia, porquê provavelmente você ainda não é fotógrafo, a gente apenas tira umas boas fotos no fim de semana, cara! Mas como eu não curto cagação de regras, faça o que quiser porquê a vida é sua.

Explore bastante e divirta-se! Todas essas informações peguei da internet e de algumas revistas. São bem básicas, quase que superficiais. Mas acho que dá pra ter uma noção bacana. Espero que tenha super ajudado! 🙂

Texto publicado em março de 2014 no antigo blog Mil Linhas.